sábado, 9 de junho de 2012

Projeto: Transformações


Tudo se cria, tudo se transforma?

Objetivos 
- Reconhecer brinquedos com os quais brincam ou objetos utilizados em casa e analisar os processos de transformação.
 
- Planejar e construir objetos ou brinquedos a partir de materiais diversos.
 
- Organizar o pensamento e registrar as descobertas vividas.
 
- Produzir um diário com registro de idéias e texto instrucional de como transformar algum objeto num brinquedo, engenhoca ou outro objeto a ser utilizado.
 
- Investigar o funcionamento dos objetos e brinquedos que observam.
 
- Questionar, refletir, agir e interagir com os colegas buscando encontrar respostas para os desafios.
 
- Compreender a evolução e a história das invenções humanas, motivadas pela curiosidade, pela necessidade ou por um desejo de maior conforto.
Conteúdos específicos
- Participar de atividades que envolvam processos de confecção de objetos. 
- Procedimentos de pesquisa ¿ coletar informações em diferentes fontes de pesquisa (livros, vídeos, postais, obras de arte, jornais, revistas).
 
- Reconhecer características de alguns objetos e criar outros a partir do material disponível.
 
- Planejar pequenos projetos de construção.
 
- Identificar as transformações e refletir sobre o porquê ocorrem.
 

Ano 
1º ano
Tempo previsto 
4 meses
 

Materiais necessários 
- Almanaques, livros, revistas
 
- Pedaços de tecido, madeira, tubos de PVC, sucatas de papelão e embalagens plásticas
 
- Diversos tipos de papel, lápis de desenho, fitas adesivas, tinta guache, giz de cera, palitos, lã, barbante, canudos, etc.
 
- Livros de histórias, gibis, almanaques com personagens (fictícios e reais) inventores: Professor Pardal, Franjinha, Visconde de Sabugosa, Leonardo da Vinci, Santos Dummont, entre outros.
 

Desenvolvimento das atividades 
1. Inicie o projeto pedindo às crianças que tragam um brinquedo. Proponha uma reflexão a partir de perguntas como: Vocês sabem do que estes brinquedos são feitos? Será que seus pais ou avós brincavam com brinquedos deste mesmo tipo?
 

2. Escolha na roda de alunos brinquedos que sofreram transformações com o tempo: Será que este carrinho sempre foi assim? Vocês imaginam um carrinho de brinquedo com outro material? Será que nossos avós brincavam de carrinho? E as bonecas? Será que sempre foram assim de plástico?
 

3. Leia o livro "Eu me lembro", de Gerda Brentani. A partir das imagens e da leitura proponha que as crianças pesquisem e tragam para a escola brinquedos e objetos dos avós ou outros familiares. Você poderá organizar um pequeno museu, com o intuito de que as crianças percebam as transformações ocorridas com o passar do tempo.
 

4. Disponibilize livros e pesquisa de imagens para que as crianças pesquisem outros objetos que sofreram transformações. A leitura do livro "Lolo Barnabé" de Eva Furnari pode suscitar uma discussão interessante sobre os produtos que surgem de acordo com a necessidade e curiosidade humana.
 

5. Inicie uma conversa sobre como as pessoas fazem para ir de um lugar ao outro? Que meios de transporte utilizam? Será que o carro sempre foi assim? E será que os aviões sempre existiram? Quem inventou o avião? E por que será que inventaram o avião?
 

6. Pesquisem sobre a invenção e a importância da roda, proponha experiências de tentar mover objetos sem o uso da roda. Peça que as crianças façam uma pesquisa sobre como surgiu o avião. Você poderá propor que registrem as descobertas em forma de escrita ou desenho e expô-las num painel.
 

7. A partir da leitura em capítulos do livro "Diário do Capitão Arsênio", de Pablo Bernasconi proponha uma "brincadeira" de analisarem o projeto maluco do Capitão Arsênio: Será que ele consegue voar desta maneira? O que não vai dar certo? E o que vocês acham possível?
 

8. Analise os registros do diário do Capitão - há desenhos, pequenas legendas, enfim, há um planejamento do projeto. Será que todas as invenções passam pelo mesmo processo? É importante que as crianças possam perceber que a criação e a mudança dependem, muitas vezes, de um planejamento.
 

9. Assistam à história "O pequeno Alquimista". As crianças terão a oportunidade de acompanhar a trajetória feita pela personagem principal para a invenção de engenhocas malucas.
 

10. Proponha às crianças a elaboração de um brinquedo a partir de pedaços de madeira, sucata, tubos de PVC, papelão, entre outros materiais. Para isto é importante que as crianças sejam estimuladas a observar outros brinquedos e engenhocas dos livros mencionados na bibliografia. Antes da criação é importante oportunizar que as crianças escolham o que querem criar, façam esboços do projeto, testem e verifiquem se algo precisa ser modificado.
 

11. Organizem uma exposição dos objetos ou brinquedos criados a partir de outros materiais para outros colegas da escola.
 

Produto final 
Exposição de objetos ou brinquedos criados a partir de materiais diversos, das transformações de alguns objetos ao longo do tempo e dos esboços de criação baseados na produção do Diário do capitão Arsênio.
 

Avaliação 
Ao final do projeto espera-se que a criança seja capaz de:
 
- Perceber as transformações ocorridas nos objetos e brinquedos ao longo do tempo
 
- Buscar, relacionar, valorizar e saber fazer uso das diferentes fontes de pesquisa e informações utilizadas ao longo do projeto.
 
- Realizar pesquisas apoiadas em leituras de imagens e/ou textos informativos lidos pelo educador.
 
- Registrar através de desenhos, ou pequenos textos as etapas de pesquisa, esboço de idéias e etapas da construção de seus inventos. 



Bibliografia:http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/pratica-pedagogica/transformacao-objetos-526094.shtml

Projeto: Aquecedor solar


Um aquecedor solar
Com menos de 50 reais você constrói um equipamento para ensinar à garotada como é possível tomar um banho quente sem gastar energia elétrica ou gás


Utilizando objetos de fácil acesso — encontrados em lojas de materiais para construção —, é possível montar um pequeno aquecedor solar. Terminada a tarefa, você contará com um excelente material didático para utilizar nas aulas de Ciências e terá gasto, no máximo, 50 reais. "O objetivo do kit didático é mostrar aos alunos a energia presente na irradiação solar", afirma o professor Augustin T. Woelz, autor da sugetão. Ele é responsável pela Sociedade do Sol, entidade paulista sem fins lucrativos que trabalha com a divulgação de conhecimentos científicos. Depois de conhecer como funciona essa fonte de energia alternativa, os estudantes poderão se transformar em divulgadores da tecnologia na comunidade. É o que fazem os estudantes do Colégio Santa Maria, de São Paulo . A principal justificativa para o projeto está no bolso. Segundo Woelz, o consumo de energia elétrica é reduzido em 40% com o uso do aquecedor solar doméstico, porque o chuveiro pode ser desligado. 

Veja, a seguir, como construir o aquecedor didático. Convide os alunos de 5ª a 8ª série e do Ensino Médio para ajudá-lo na empreitada e fique atento às etapas com o ícone:

Como fazer
Material necessário

70 centímetros de duto de PVC marrom de 32 milímetros de diâmetro externo; 

1,4 metro de duto de PVC marrom de 25 milímetros de diâmetro externo; 

1 placa de forro de PVC alveolar modular de 1,25 metro de comprimento por 62 centímetros de largura; 

2 nipples de 1 polegada de PVC branco com rosca externa da marca Akros. O diâmetro externo é de 32 milímetros e o interno é de 25 milímetros; 

2 luvas de PVC pretas de 1 polegada com rosca interna para eletrodutos; 

1 adaptador de PVC marrom de 25 milímetros por 3/4 de polegada; 

2 cotovelos de PVC marrom soldável de 25 milímetros; 

1 cap de PVC marrom de 25 milímetros; 

1 cap de PVC branco de 3/4 de polegada; 

1,5 metro de eletroduto flexível amarelo de 3/4 de polegada de 25 milímetros externo; 

1 termômetro de álcool com a escala -10ºC a 110ºC; 100 mililitros de esmalte sintético preto fosco; 

1 adesivo epóxi bicomponente 24 horas (40 gramas); 

1 espátula flexível com ponta arredondada; 

1 tábua plana de 80 centímetros por 15 centímetros; 

8 pregos de 4 centímetros; 

1 lápis; 

1 lixa 120; 

1 fita teflon de 19 milímetros de largura; 

Álcool de limpeza; 

Talco mineral; 

1 vasilha plástica transparente de 8 litros com tampa

Ferramentas

Martelo; 

Ferro de solda ou furadeira com broca de 3 milímetros para aço; 

Furadeira com broca de 7 milímetros; 

Serra de extremidade livre com lâmina para aço; 

Lima redonda; 

Pincel ou rolinho; 

Serra-copo de 32 milímetros; 

Trena ou metro; 

1 par de luvas para proteção
O demonstrador da experiência
Antes de montar o aquecedor solar didático, é recomendável construir a claquete. Essa peça não faz parte do aquecedor. Ela é útil para você explicar aos alunos de que modo a água circula no interior da placa.

1. Prenda o duto de 32 milímetros na tábua antes de cortá-lo. Para isso, fixe pregos espaçados ao redor dele. Meça 4 centímetros em uma das extremidades e risque a partir dali duas retas paralelas de 62 centímetros com um espaço de 1,1 centímetro entre elas. Una-as arredondando as pontas.


2. Na área demarcada, faça um rasgo inicial com o ferro de solda ou com a furadeira. (Cuidado! A fumaça do cano de PVC é tóxica.) Inicie o corte com a lâmina de serra seguindo exatamente a marcação. Faça o acabamento com a lixa e a lima redonda. Limpe com álcool.

3. Corte com a serra uma tira de 8 centímetros do comprimento da placa. Lixe a área cortada para retirar as rebarbas e facilitar o encaixe na fenda do tubo.
O coletor 

1. Com a serra, corte o duto de 25 milímetros em dois pedaços de 70 centímetros. Repita a operação de marcação e corte do duto como descrito anteriormente com o tubo de 32 milímetros.


2. Meça 58 centímetros do comprimento da placa, serre e lixe. Encaixe cada duto em um lado da placa, que deve ser introduzida apenas 5 milímetros.


3. Prepare sobre uma superfície limpa uma porção de adesivo bi-componente misturado com talco mineral. A mistura deve ficar pastosa. Com a ajuda da espátula, vede os encaixes. No dia seguinte, vire o coletor e repita a operação.


4. Após 24 horas, lixe levemente uma das faces do coletor e limpe com álcool. Pinte esse lado com o esmalte, inclusive sobre a área da colagem e dos dutos. Deixe sem tinta apenas 3 centímetros das extremidades dos dutos para futuro encaixe de outras peças.
O reservatório


1. Escolha uma das laterais da vasilha plástica, faça uma marcação no centro a 2,5 centímetros do fundo e fure com a serra-copo. Repita a operação no lado oposto. Lixe as rebarbas.


2. Encaixe um nipple em cada um dos furos, de dentro para fora. Rosqueie as luvas na parte externa de cada nipple até encostarem na lateral do recipiente. Aperte levemente para evitar vazamentos.

3. Faça um furo com a broca de 7 milímetros em um dos cantos da tampa e encaixe o termômetro. Ele deve ficar encostado no fundo da vasilha.
Unindo as duas partes

1. Apóie o coletor numa superfície horizontal. Passe uma camada fina de fita teflon nas pontas dos dutos. Tampe o cano superior esquerdo com um cap marrom. Depois tampe o cano inferior direito com o adaptador e passe fita teflon. Rosqueie nele o cap branco. Nas outras duas extremidades, encaixe os cotovelos.

2. Corte o eletroduto em dois pedaços: um com 1 metro e o outro com 50 centímetros. Passe fita teflon nas quatro pontas.


Conecte uma das extremidades do eletroduto maior na lateral esquerda do reservatório e a outra no cotovelo esquerdo do coletor. Junte uma extremidade do eletroduto menor na lateral direita da caixa e a outra no cotovelo direito do coletor. Está pronto o aquecedor.

Como usar

Coloque o reservatório 50 centímetros acima do coletor, que deve estar preso ao chão com fita crepe para não escorregar. Para evitar o acúmulo de bolhas de ar no interior da placa, o lado direito deve ficar um pouco mais alto que o esquerdo. A inclinação em relação à superfície de apoio é de aproximadamente 20º. 
Desconecte a ponta superior do cano de 1 metro e, com uma mangueira ou funil, coloque água dentro dele. O líquido deve preencher o coletor até atingir o reservatório. Nesse momento, reconecte a ponta e coloque mais água na própria vasilha até encobrir os nipples. Quanto menor o volume do líquido, mais rápido será o aquecimento. No nível indicado, a temperatura varia entre 45ºC e 50ºC depois de uma hora e meia ou duas horas.
 
O aquecedor solar didático atinge sua eficiência máxima com a placa preta direcionada para o norte geográfico.



Bibliografia: http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/pratica-pedagogica/aquecedor-solar-426116.shtml


                                  

  Sustentabilidade
O desenvolvimento sustentável refere-se à retirada da natureza do máximo de recursos, com o mínimo de degradação, para que as gerações futuras não sofram privações, revertendo a lógica auto-destruidora do atual modelo de desenvolvimento econômico poluidor.
É interessante destacar que em séculos anteriores a sociedade conseguiu significativos avanços em termos de tecnologia, refletindo grande progresso em termos de conforto, desenvolvimento na produção e disseminação de ideias e informações, mas que custaram à natureza cenas de degradação e descaso.
O crescimento no número de usinas nucleares destaca o problema do escape de radioatividade para o meio ambiente, colocando a questão do que fazer com o perigoso lixo atômico; o acúmulo de gás carbônico na atmosfera tornou-se um risco aos seres vivos, na medida em que ocasiona o crescimento do efeito estufa, elevando as médias térmicas da maior parte dos climas do planeta, como se verifica em Smolka (1996).
Muitos outros problemas ambientais podem ser destacados, como, por exemplo, a contaminação de alimentos por produtos químicos nocivos à saúde humana, como agrotóxicos, hormônios e adubos químicos. Pode-se acrescentar, ainda, a crescente poluição das águas dos rios, mares e oceanos, assim como o avanço da desertificação, o desmatamento acelerado de grandes reservas florestais, a extinção de espécies vegetais e animais
Atualmente o ser humano tem conhecimento de que a natureza possibilita a manutenção da vida e fornece bens utilizados por todos, sendo alguns renováveis e outros não, mas que não são infinitos, possuindo limites e que, apesar de amplos, em algumas situações já começam a ser atingidos pela destruidora ação humana. Não há espaço, atmosfera, água, ferro, petróleo, cobre, para um progresso ilimitado ou infinito. É necessário, desta forma, que se repense o modo de vida, o consumo, a produção voltada exclusivamente para o lucro e sem nenhuma preocupação com o futuro do meio ambiente.
A Educação Ambiental deve ser um processo de formação dinâmico, participativo e permanente, onde os indivíduos envolvidos tornem-se agentes transformadores, participando de maneira ativa tanto do diagnóstico dos problemas quanto da busca de alternativas e da implementação de soluções (BERNA, 2004)
                                                     

Amparo legal para a sustentabilidade :

Preservar também é coisa de criança

Sarau

O objetivo do sarau é ajudar as crianças a valorizarem o meio ambiente através de uma conscientização, práticas e uma visão de mundo coerente com a sua realidade, buscando meios de mudar e transformar o seu meio.






·    Realizarem entre a turma uma pesquisa de como exercer um papel eficaz na sociedade, com o intuito de torná-la participante da sustentabilidade do planeta.
·         Montar cartazes dos dados e de pequenas reflexões, para exposição no sarau.
·        Criar poesias que enalteçam o meio ambiente.
·      Ler a Poesia do Ricardo e montar um painel com imagens para uma reflexão da sustentabilidade eficaz.
·         Teatro, Música e dança.
          Planeta água Guilherme Arantes                                 http://www.youtube.com/watch?v=xzh0j4xt7io   Planeta Azul  :Farrel Oliveira http://www.youtube.com/watch?v=1Mmlc4fMufk&feature=related aprenderem a cantar estas músicas e apresentarem em forma de teatro ou em  desempenho de  coreografias as músicas acima.

Sustentabilidade?

Eis que o planeta em que vivemos
Está entrando em decadência
Não damos valor ao que temos
Manipulados pela ciência
Rios poluídos, florestas devastadas
O mundo está perdido e não fazemos nada
Sustentabilidade? É só utopia
Porém não há solução em forma de filosofia.

O governo promete
A sociedade agradece
E nada é cumprido
O planeta padece
A vida amolece
E a natureza...

Thiago G. dos Santos – Turma 2001








Esses vídeos são maravilhosos, muito simples podendo adaptar para as aulas de vocês ....


Vídeo que mostra o que objetos recicláveis se tornaram, chamado "O brincar e o planeta - Professor Sassá"

Vídeo sobre não jogar lixo em qualquer lugar e sim no lixo, chamado "Tia Cecéu - História lixo é no lixo"

Óleo na pia não !!!


Um litro de óleo pode contaminar um milhão de litros de água
Depois de preparar o alimento, muita gente despeja o óleo da fritura no ralo da pia. Ao fazer isso, você contribui para o entupimento dos canos e dificulta o tratamento do esgoto.
Sem o tratamento adequado, o óleo acaba se espalhando na superfície dos rios e das represas, contaminando a água e matando muitas espécies que vivem nesses habitats.
Para resolver o entupimento nos canos, torna-se necessária a aplicação de diversos produtos químicos para a remoção do óleo, poluindo ainda mais a água. Caso não seja tratado, o óleo pode impermeabilizar o solo e contribuir com enchentes e alagamentos. Dados apontam que com um litro de óleo é possível contaminar um milhão de litros de água.

Você professor pode conscientizar os pais e a comunidade ao redor da escola através de seu aluno,  uma ideia é criar um projeto em sua escola para que os alunos possam trazer os óleos de suas casas até a escola onde o professor possa ensina-los a armazenar em um recipiente de garrafa PET ou outro em que não seja possível o vazamento do óleo e também explicar a importância desse ato tão simples mas que pode mudar vidas e nos ajudar futuramente pois a ao descartar o óleo na água a contaminamos, após essa aula explicativa os professores e a escola colaboradora poderiam descartar o óleo em mercados ou em outro local indicado.


Este site é muito interessante, tem todas as informações de como lidar com o assunto óleo na cozinha.
http://ambiente.hsw.uol.com.br/reciclagem-oleo-cozinha1.htm


Bibliografia: http://www.ecodesenvolvimento.org.br/voceecod/nao-jogue-oleo-na-pia

Reduzir, Reutilizar, Reciclar e Recuperar


A modernidade não está apenas nas novidades tecnológicas e nos computadores de última geração, mas em algo bem mais simples e acessível: a integração do projeto arquitetônico com o ambiente, como mostram estas "escolas verdes"


Educando para os 4 Rs 

Nem todas as escolas têm o privilégio de estar em contato com a natureza ou nascer de um projeto ecologicamente correto. Mas, de fato, algumas atitudes simples podem render projetos pedagógicos sustentáveis para crianças e adolescentes. No Centro Educacional Miraflores, no Rio de Janeiro, professores, funcionários e crianças fazem coleta seletiva de lixo e recolhem pilhas, baterias e cartuchos de impressoras em contêineres especiais. O óleo da cozinha da escola e da casa dos alunos também é colocado em galões. O material é retirado por uma empresa, que o transforma em sabão - o produto retorna ao colégio como material de limpeza.
 

Há também uma horta, adubada com o resto de frutas consumidas no lanche. "Esse espaço é fundamental porque ajuda a criança a perceber que faz parte do meio ambiente, acentua a coordenadora pedagógica, Romina Ghazale. "Os alunos plantam, observam a germinação, vêem o que as plantas precisam para crescer, colhem e preparam receitas com os alimentos. Pelo lúdico, formamos cidadãos conscientes."
 

Outra ação do colégio foi investir no plantio de árvores para compensar o gás carbônico que é emitido, por exemplo, pelo transporte escolar e pela geração da energia utilizada na escola. Cada criança planta uma muda e ganha, além de uma cidade mais verde, oportunidade de entrar em contato direto com a terra.
 

Em relação ao uso da água, a equipe optou por não trabalhar a questão apenas em datas comemorativas, como o Dia Mundial da Água, mas fazer do combate ao desperdício um projeto anual. "É muito mais fácil conscientizar desde a infância", acredita Romina. "E os alunos ainda mudam o comportamento das famílias ao chamar a atenção dos pais para a torneira aberta enquanto escovam os dentes."
 

Essas atitudes se encaixam em um conceito conhecido mundialmente como 4 Rs: reduzir, reutilizar, reciclar e recuperar. Conforme a coordenadora do Instituto Ecoar, Miriam Duailibi, o gestor que não se alinhar a esse pensamento e demorar mais a se sensibilizar para a questão ambiental perderá o bonde da história. "Não haverá lugar no mercado de trabalho para quem não entender que é preciso se preocupar com a natureza."
 

Segundo ela, nos próximos anos e décadas, os consumidores e investidores exigirão, cada vez mais, produtos e empresas ecologicamente corretos. Da mesma forma, a legislação tende a ficar mais exigente, com mais fiscalização.
 

A escola, então, deve assumir seu papel dentro da comunidade, chamar funcionários, pais e moradores do entorno, mesmo que não tenham filhos matriculados, para discutir melhorias e tomar atitudes em favor do meio ambiente. "A vizinhança toda pode ser beneficiada se a coordenação e a direção assumirem uma postura aberta e comprometida", defende Miriam.
 

Para dar o primeiro passo e começar a tornar o ambiente escolar sustentável, ela sugere a troca de lâmpadas incandescentes por fluorescentes, a oferta de lanches e refeições naturais, a captação de água da chuva, a permeabilização de canteiros com plantas e árvores e o investimento em reciclagem e numa horta escolar. "Tudo isso explicando os motivos de cada atitude e promovendo o engajamento e a sensibilização", ensina.
 

Uma nova Ética 

Para que um projeto ecológico seja completo, é preciso ir mais a fundo nas noções de sustentabilidade. De acordo com Regina Migliori, consultora em cultura e paz da Unesco a Organização para a Educação, Ciência e Cultura, das Nações Unidas, nos últimos 15 anos muitas instituições tomaram providências, como economia de água e reciclagem. "Essas ações são relevantes, mas não mexem no cerne da questão, não mudam o modelo", adverte. "É importante que as escolas revejam seus valores sobre o desenvolvimento e sobre o processo educativo."
 

A formação de cidadãos conscientes, preparados não apenas para o mercado de trabalho, mas também para a necessidade global de agir com responsabilidade ecológica, depende, segundo Regina, de a escola partilhar sua responsabilidade: "Hoje, o comum é colocar-se numa postura passiva em relação à comunidade. Muitas reclamam que as famílias não cooperam, que não há integração, mas não basta diagnosticar. É preciso agir."
 

Conforme a consultora, reunir a comunidade num auditório e ouvir a opinião de todos não é suficiente. É preciso dividir as responsabilidades ambientais e sociais com seus integrantes. "Nascerá, assim, um modelo de gestão mais atraente e participativo", sustenta.
 
Além disso, segundo ela, os objetivos também devem ser ampliados. Ou seja, se a escola quer formar um indivíduo que agirá beneficamente com a sociedade e com a natureza em todos os momentos de sua história, ela deve apostar não só no desenvolvimento intelectual mas também no aspecto ético. "Hoje trabalha-se com objetivos pequenos, como se preparar para uma profissão que permita a compra de uma casa com uma porção de eletrodomésticos", ilustra Miriam. "Mas, no ritmo em que a humanidade está produzindo e utilizando os recursos ambientais, em 30 anos a Terra não será igual ­- nem o mercado nem as profissões. Por isso, é urgente capacitar os alunos a mudar o modelo de vida", completa.

Mais uma matéria da Revista Escola que nos proporciona muita informação.
Bibliografia :http://educarparacrescer.abril.com.br/gestao-escolar/meio-ambiente-405524.shtml?page=page2